Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Os livros como companhia

Um blogue sobre livros, leituras, opiniões sinceras e isentas de interesses.

Os livros como companhia

Um blogue sobre livros, leituras, opiniões sinceras e isentas de interesses.

22
Fev19

Maratona Trisha Ashley

m.

20190222_082910.jpg

20190222_083020.jpg

Numa relação de amor com esta autora há muito tempo tinha um livro dela o livro Noite de Reis, e era daqueles livros ali parados na estante, e acredito ainda não tinha chegado a altura de o ler, e depois quando em Dezembro lhe peguei para um qualquer desafio, e não o larguei enquanto não o terminei, que leitura tão boa, encantadora e uma história ternurenta e justa. A partir dai e aproveitando as boas promoções, comprei toda a colecção ou melhor os livros editados desta autora. E a minha meta, ou  desafio é; Ler todos os livros editados no menor espaço de tempo.

 

 

07
Fev19

Nuno Nepomuceno - A Última Ceia

m.

 

A Última Ceia

Não é a primeira vez que leio este autor,  é muito simpático, e tive de o ler assim que comprei, aquela resolução (só em pensamento), ler primeiro os que temos mais antigos na estante, não passa disso mesmo uma resolução, porque há autores que têm prioridade, e o Nuno é um desses autores (alguém pergunta aqui ao lado, se andei com ele na escola, não,  mas gostaria e agora podia dizer que conhecia um bom autor português). 

Um roubo de umas cópias da famosa Última Ceia de Leonardo Da Vinci, dão o mote para esta nova história, Em termos de história custou-me um bocadinho a entranhar e pareceu-me um bocado confuso os capítulos serem sempre com personagens diferentes e depois apanhar e ligar com o capitulo anterior, mas quando isso acontecia, a leitura e a história fluía agradavelmente, e foi um tempo de leitura agradável. Adorei as passagens nas grandes cidades e locais descritos, é sempre prazer viajar-mos a a Milão,  ao Lago di Como (se encontrasse o Clooney ainda melhor), a Londres, a Lisboa (porque não). O final deixou-me um bocadinho baralhada, ao bom estilo do suspense e do mistério. 

Se me agradou, sim.

Se me deslumbrou, não, confesso, gostei, mas não me surpreendeu, o que tinha acontecido nos livros anteriores, apesardeste não deslumbramento, gostei bastante e espero ansiosa pela próxima história. 

 

 

19
Jan19

Jane Eyre; Charlotte Brontë

m.

O que posso dizer deste livro, só coisas boas, muito boas, porque é um livro daqueles que marcam e ficam impregnados em nós. Tinha visto o filme há alguns meses atrás, e pensei tenho ali o livro, agora já sei a história será muito diferente?; comecei a lê-lo, "não demorei nadinha a ler", "devorei" e "saboreei" este livro.  Porque o que é bom deve ser prolongado. O livro superou o filme, no filme temos como que um "cheirinho", no livro as personagens são completas e ainda mais enriquecedoras. 

Que poder de escrita têm estas irmãs, vou querer ler todos os livros escritos por esta família, já li O Professor e Jane Eyre (Charlotte Bronte), e o Monte dos Vendavais (Emily Bronte), faltam-me todos os outros, mas este livro entra para uma categoria de Livros Mais Que Especiais. 

Sobre o livro: Jane é uma criança de dez anos, que vive com a família do tio falecido, é tratada pior que uma criada até pelas próprias, só uma é mais doce e carinhosa com ela, mas só quando os outros não estão a ver, sofre horrores nas mãos da tia, principalmente do primo odioso que aproveita sempre para a maltratar, caluniar e aterrorizar, Jane é uma menina forte, justa e faz tudo para apurar a verdade.  

 " Com o livro de Bewick ao colo eu era feliz, ou pelo menos, era feliz à minha maneira. Não havia nada a temer para além de uma possível interrupção, que aconteceu cedo demais."

" - Amo?Meu Amo? Eu não sou criada!

_ Não; é menos do que criada, porque não compensa o que lhe dão com o seu trabalho. Agora sente-se ai e pense bem na sua maldade."( Abigail (criada ) para Jane depois de ter sido agredida e insultada pelo primo)

" É uma sonsa, nunca vi garota da sua idade saber dissimular tanto."(Abigail para Bessie, sobre Jane)

"-Adoeceu por ter chorado tanto no quarto vermelho. Mas vai melhorar depressa. "(Bessie para Jane depois desta ter sido castigada no quarto escuro onde faleceu o tio)

A sua "sorte" muda quando é enviada para um orfanato ai encontra a verdadeira amizade e companheirismo, e prova que não é mentirosa, intrujona e outras calúnias que a tia tinha contado ao reverendo.

"Por mim, não conservo a recordação das maldades que me fazem! Não serias mais feliz se conseguisses esquecer a severidade com que foste tratada e os agitados sentimentos que esta te despertou?"(Helen para Jane)

Depois de alguns anos como aluna e professora decide tentar a sua sorte como preceptora e publica um anúncio no jornal, a resposta surpreendente e rapidamente levam-na a abandonar o conforto de uma vida., e vai para  Thornfield Hall, mas claro que nesta viagem atribulada tem um encontro com um cavaleiro misterioso, e embora eles não saibam são Jane e Mr. Rochester, claro que o reencontro é muito engraçado e eles ficam um pouco embaraçados, com o tempo a convivência entre os dois torna-se mais do que patrão/empregada,  convivência entre os dois é linda e apaixonante, e aos poucos vemos o amor despertar entre eles mas  um terrível segredo ensombra a vida de Mr. Rochester e as ameaças á vida dos ocupantes de Thornfield Hall começam a surgir.Os diálogos entre os dois personagens são construtivos e muito entretidos, verdadeiras lições de vida. 

"A sua beleza está nos olhos de quem o vê. Uns olhos apaixonados considerá-lo-iam belo ou, para melhor dizer, não haveria beleza que suplantasse a sua fealdade."(Jane sobre Mr. Rochester)

Mr. Rochester é um homem mais velho que Jane vivido e viajado, conquista-a de forma rápida e implacável, mas comete um erro grave, a mentira e a humilhação de Jane, um casamento a uma jovem enamorada , que sabe na própria cerimónia que o seu futuro marido é já um homem casado e a esposa (louca e maquiavélica) está viva e a viver na mesma casa que eles.

Nem imagino a humilhação de Jane,o que sabemos que sentiu são pelas suas próprias palavras, ferida, triste e desiludida, Jane volta a estar só, infeliz, desamparada e pobre. Deambula por paragens desconhecidas e é recolhida em casa de uns irmãos, que caridosamente a ajudam, mas Jane ainda não conseguiu esquecer, o seu amor, e numa "alucinação" ou sextos sentido, premonição, ouve alguém chama-la com muita dor e desespero, ela nem hesita e sabe que quem pede ajuda é o seu amor, quando volta vê tudo em cinzas e descobre um homem desamparado e derrotado, mas o amor é forte e Jane promete ser a vida de Mr. Rochester.

"Enquanto eu viver, não ficará abandonado, meu senhor muito querido."(Jane para Mr. Rochester)

"- Estou muito feio, não é verdade?

- Feio sempre foi, não o ignora.

- Vejo que continua a ser mazinha."(Mr. Rochester e Jane)

" - Cá está a minha cotovia! Não se foi embora? Uma das suas irmãs esteve a cantar, há pouco, no arvoredo, mas o seu canto não teve para mim a doçura da sua voz. Toda a melodia da terra se concentrou na voz da minha Jane, todo o calor do sol na sua presença." (Mr. Rochester a declarar-se a Jane)

Jane uma mulher forte, determinada, lutadora, vencedora, justa e justiceira, personagem a frente do seu tempo, numa época em que as mulher pouco influíam na sociedade, esta Jane impôs a sua presença de forma majestosa e carinhosa, uma personagem da qual fiquei "Amiga" e que me conquistou com a sua coragem e  perseverança.

Um livro memorável, narrado na primeira pessoa, que me deixa saudades. 

Um Hino ao Amor.

17
Jan19

Meus Autores De Sempre - Stephen King

m.

Medo, ter sempre muito medo quando formos ler este autor. Foi esse o meu pensamento, depois de terminar A Incendiária,  o primeiro livro deste fantástico autor norte americano. Depois de ler este livro, li logo de seguida A Zona Morta, e fiquei tão impressionada que lhe dei algum tempo sem pegar neste autor. Quando li Cell, Chamada Para a Morte, andei uns tempos a desconfiar do meu próprio telemóvel, e das chamadas, mas isso ainda se passa um bocadinho hoje, a desconfiança, e não tem a ver com o livro. No entanto e como há tanta coisa para ler e pouco tempo, vou dando espaço a outros livros e os deste autor ficam em stand-by, porque temos de estar naquele espírito para o ler.
Os mais recentes que li dele foi A Cúpula, e agora passado dois anos está na altura de lhe voltar a um livro, ainda estou indecisa, mas já são vários os livros, por isso a decisão não é assim tão difícil a coragem é que anda um bocado longe.

Este poder que o autor tem de nos entrar nos pensamentos e deixar-me aterrorizada, mas nada me faz parar a leitura e quero sempre ver o que acontece, apesar de ser sempre com receio, expectativa e medo.  

15
Jan19

Sándor Márai ; As velas ardem até ao fim

m.

 

As Velas Ardem Até ao Fim by Sándor MáraiEste foi um livro que há muito queria ler, pelas criticas,  a curiosidade do desconhecido da história, o autor, uma narrativa que é praticamente um monólogo e a capa adoro esta capa tão melancólica e calhou ser o último de 2018 (ainda li ai umas 10 páginas por ai) e o primeiro de 2019. E foi aquela leitura para aquele dia, eu sei que eram alturas de festas e celebrações, mas eu pessoalmente não me sentia nada festiva, e este livro e esta história fez-me recordar muito aquelas pessoas que andam ai, os amigos perdidos, os amigos que estão sós, e pensamos neles, mas ao mesmo tempo estamos tão afastados.

Uma narrativa na primeira pessoa o General que ao fim de 40 anos volta a reencontrar um velho amigo, num jantar na sua casa palaciana, entre estes dois amigos esconde-se um segredo que nos vai sendo revelado pela narrativa / monólogo do General. Um livro poderoso sobre a amizade, velhas feridas, a solidão.

Um livro que não pode ser lido com qualquer estado de espírito, tem de ser aquele estado em que nos envolvemos e identificamos com a narrativa.

" A amizade, pensava eu - e tu, (...) é a relação humana mais nobre que pode haver entre os seres vivos humanos. É curioso, os animais conhecem-na também. "

" A solidão também é uma coisa bastante curiosa... às vezes é como uma selva, cheia de perigos e de surpresas. "

 

 

14
Jan19

Colecção Vampiro

m.

A minha aventura policial, das férias começava com o "meu saque" à biblioteca do meu tio, ele só me dizia isso tudo, e eu respondia. sim, depois daqui a duas semanas volto cá.... O problema é que terminaram as férias, e ainda haviam tantos "vampiros policiais" para ler, que as cenas foram-se repetindo até ter terminado a leitura dos livros nesta biblioteca.

Mas depois....em época de aulas e exames, lê-se menos e outros géneros, mas quando devemos pensar em ler matéria escolar para exames, eis que em Lisboa anunciam a feira do livro. E  das  primeiras compras estão alguns exemplares, embora poucos (acho que ainda tenho esperança que o meu tio me ofereça os dele).

 Por isso foi com muita alegria que vejo a reedição  dos livros da Colecção Vampiro,  e ter a oportunidade de me oferecerem outro é um bónus extra, assim a minha ainda pequena colecção Vampiro, vai ter livros das duas edições, e eu gosto de estantes alinhadinhas e não me causa  qualquer conflito, ter uns desta colecção mais pequeninos.

Para ler, reler, guardar,  partilhar e aumentar sempre com um novo livro por mês.

14
Jan19

Jane Austen; Orgulho e Preconceito; Curiosidades Aniversariantes

m.

É só um dos  meus livros favoritos, tenho-o em versão poupadinha, uma edição da Note It, por um preço menor de 5€, e já o li duas vezes, uma história tão terna, como intemporal, real e desafiante, depois comprei o filme,  com Keira Knightley (Elizabeth) e Matthew Macfadye (Mr. Darcy), dirigidos por Joe Wright, não sei quantas vezes o vi, tem emoção e as partes importantes e principais estão lá, uma adaptação "quase perfeita",  mas ainda um destes dias quero voltar a ler o livro, entre Livro/Filme, para mim o livro ganha na maioria das vezes.

Um destes dias num programa de rádio, recebo mais uma boa notícia, e um presente de aniversário inesperado, a data da primeira edição foi dia 28 de Janeiro de 1813, se já adorava a história e idolatrava a autora, agora passou directamente para o Livro Favorito da Minha Vida, e a autora para a Melhor Autora  Editada de Sempre. Só porque foi editado no dia do meu aniversário.....We have lot in common Jane.

 

 

PrideAndPrejudiceTitlePage.jpg

 

Aqui

14
Jan19

Os livros e as capas

m.

Às vezes existem livros, que têm capas lindas, és capaz de ficar como que hipnotizada, lês a sinopse e o interesse diminui, mas voltas a olhar para a capa, e a esperança que seja uma história boa, interessante que te prenda renova-se. Vês as opiniões, e ups, há qualquer coisa que não bate certo, mas a capa é mesmo espectacular e não tens dúvidas que vais  gostar da história, e então dás-lhe finalmente tempo de leitura, e ...começas as primeiras palavras, frases, e o interesse perde-se logo ali, ainda o fechas, olhas para a capa, volta à estante, às tantas, não era o momento indicado para a leitura deste livro, e passado uns meses (anos mesmo), voltas a pegar-lhe ai que capa espantosa (faltariam adjectivos), mas recomeças e aquelas palavras/ frases que tinhas lido no passado, voltam a não te interessar, tentas ler o primeiro capítulo (felizmente era curto), lês o segundo capítulo, tentas ler mais de forma alternada  e tudo descamba, este livro não é para mim.

Agora para não embarcar na beleza das capas tão apelativas, leio sempre primeiro as sinopses e principalmente as opiniões, várias e isentas de interesses, vejo se as amigas que emprestam o têm, o que acharam, já sei se tiver muita publicidade, vou duvidar mesmo, porque os melhores livros não precisam de marking, vendem-se a eles próprios.