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Os livros como companhia

Um blogue sobre livros, leituras, opiniões sinceras e isentas de interesses.

Os livros como companhia

Um blogue sobre livros, leituras, opiniões sinceras e isentas de interesses.

Qui | 15.11.18

Os livros como companhia e eu

m.

Após várias e frustadas tentativas, obrigado S. por não me deixares desistir desta ideia, deste blog "literário",  onde posso escrever sobre os livros que eu leio, sem qualquer tipo de compromisso nem obrigatoriedade. só por mim e porque sim.

Existem géneros e géneros, para mim, leio absurdamente quase tudo, desde aquela história, que depois se transforma em best, até aquele livro enfadonho e chato onde me arrasto pela leitura, porque sou teimosa, e quero saber como termina, ou aqueles que largo simplesmente e nunca mais lhes pego, mas contam como leitura porque vou sempre lembrar-me de que aquele livro já tentei ler, mas não consegui.

Há os que nos fazem sonhar, os que nos emocionam, os que nos arrepiam, os que nos apavoram, os que nos levam a viajar, os inesquecíveis, os que nos fazem querer continuar a leitura, os insuportáveis, os que nem sei o que pensar deles, os dos mundos paralelos, os dos vampiros, os dos fantasmas, bruxos, seres mitológicos, reis, rainhas, príncipes de sonho, princesas, donas de casa, donas do seu nariz, personagens amorosas, os personagens odiosos, que nos fazem torcer as páginas de tanto ódio que sentimos por elas, crianças fofinhas, podia ficar aqui o blogue todo a descrever as milhentas personagens, situações, sentimentos e por ai fora. Mas em  todos eles acrescentamos algo, sejam conhecimento, seja ficcionismo, seja um local, uma paisagem e levam um pouco de nós leitores, a nossa dedicação a este passatempo, que acaba por nos ser sempre proveitoso.

Um romance faz-me suspirar, e acreditar que por vezes as coisas correm mesmo bem.

Um fantástico leva-me a imaginar mundos que de outra forma nem os saberia construir.

Se tenho um género definido e preferido, tenho, o policial /thriller  é definitivamente o meu género,  

Um bom policial/thriller leva-me a estar isolada de tudo umas boas horas, ou outras vezes embrelhar-me tanto na narrativa, que vivo e sofro com as situações. Mas gosto sobretudo de variar entre leituras, e enriquecer com cada leitura.

Como "enta " que sou a minha infância foi passada a ler, histórias de princesas, príncipes, aventuras, livros de bd, , e outros de capa dura, capa mole, recortados, os pequeninos, os grandes que não davam jeito nenhum, mas que foram todos lidos e relidos, com muito prazer.

Depois vêm a adolescência e com ela outros livros,  folhetos telenovelísticos de revistas mais antigas que eu, mas que estavam religiosamente á minha espera, teleculinárias com o chefe Silva na capa, e a descoberta dos romances de "cordel" como eu lhe chamo, Júlia, Sabrina, Bianca....esses muitos deles oferecidos, outros comprados com a mesada, muitos lidos apenas uma vez, e trocados, outros  guardados e relidos muitas vezes, porque a crise atinge todas as idades. Descobri Mr. Poirot, e Miss Marple, graças também á tv, mas ler é tão diferente de ver, que quando podia esgueirava-me para a biblioteca e trazia-os comigo.

Quando fui para a faculdade descobri, os livros com temas profundos, que nos fazem pensar e confesso muitos deles eram mesmo secantes, nessa altura, andava com os meus romances de cordel atrás, e entre maçudos lia um daqueles pelo meio. Sempre gostei de policiais e numa feira do livro descobri Stephen King, Agatha Christie, Rex Stoux, entre tantos outros. E li pela primeira vez livros verdadeiramente assustadores, falo da Zona Morta e da Incendiária, do Stephen King, que me abriram horizontes, e desde ai o policial/thriller passou a ser o meu género favorito. As minhas lojas favoritas passaram a ser os alfarrabistas, e a feira do livro

Felizmente na altura em que começas a trabalhar, consegues poupar bons tostões, que te permitem comprar não apenas nos alfarrabistas, mas também nas verdadeiras livrarias, e ai além da desgraça da carteira, descobres um admirável mundo novo, e já nada vai ser igual.

Graças ao trabalho e a ter colegas como eu "maluquinhos dos livros", descobri muitos autores novos, alguns dos quais se tornaram os meus favoritos. Muitos empréstimos, muitas aquisições, e muita conversa á volta dos livros.

Uma das histórias da minha vida foi ter percorrido a capital, de lés a lés, á procura de três livros do Jean Larteguy, que eram raridades, e felizmente encontrei-os num quiosque no Cais do Sodré, onde parava muitas vezes, e em conversa com o senhor paraquedista, ele arranjou-mos, por um preço simbólico, visto estes serem para outro paraquedista. Claro que o meu interesse foi despertado, e tive de os ler, apesar de serem livros de guerra, falarem da mesma, foram leituras muito agradáveis e passei bons momentos com estes  livros.

Depois com um poder económico maior, ou a pensar isso, conheci clubes de leitura, pessoas deveras interessantes, blogs, sites de livros, e as compras online, facilitam a aquisição á distância de um clique, e por vezes nesse clique embarcamos em aventuras, que depois resultam numa quase biblioteca, e na aquisição de mais livros do que aqueles que realmente se leem. Na livraria da zona, já me fazem um desconto generoso, e a simpatia vale sempre muitos marcadores. Noutra loja perguntam-me o que vai ser hoje, e ás vezes já me atrevo a dar uma ou outra sugestão de leitura e de organização da loja.

Um livro ou um género literário não me definem, gosto de ler, e bastante de diversificar. Um livro é sempre um companheiro nas horas, nas viagens, nas esperas, aquele companheiro fiel que nunca te atraiciona, nem mesmo quando perdes o interesse na história.


 

 

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